Depoimento

Felipe Fratini

“Das várias propostas de universidade que tive para estudar e jogar, a que mais me interessou foi da University of West Florida, em Pensacola, Florida. O Mauricio não só conhecia muito bem o treinador, como também a faculdade. Aceitei a proposta e iniciei nesta universidade um novo ciclo da minha vida. Na primeira semana já tinha a impressão de conhecer todos os integrantes dos times masculino e feminino. Com muitos brasileiros, rapidamente me senti em casa, confortável e adaptado.
Já nas primeiras semanas de treinos e aulas na West Florida, joguei challenge matches para tentar conquistar a vaga no time titular. Era uma pressão, mas eu estava motivado e queria muito participar da equipe, na época, nosso time era composto por 17 jogadores e somente 8 viajam, o funil era pequeno para muitos jogadores qualificados. Felizmente me saí bem e conquistei o meu lugar no time.
Fizemos uma boa temporada e classificamos para o torneio nacional no final do semestre com apenas uma derrota. Perdemos na semifinal do torneio para Armstrong Athlantic University, uma derrota dolorida e decepcionante. O sentimento de lutar o semestre inteiro por um objetivo e morrer na praia foi frustrante.
No semestre seguinte era o quarto e ultimo ano que eu e mais três parceiros de equipe poderíamos jogar tênis universitário. Tenho certeza que assim como eu toda a equipe usou aquele sentimento ruim da derrota do ano anterior e transformou aquilo em motivação para conquistar o titulo do ano seguinte.
Tivemos uma temporada praticamente perfeita, depois de muito trabalho e horas de treinamento nos classificamos para os Nacionais de 2014 invictos com o recorde de 25-0. Nos nacionais não foi diferente, estávamos reunidos e confiantes como nunca, acreditávamos que dessa vez estávamos preparados tecnicamente, fisicamente e psicologicamente para o titulo, nem pensávamos em passar pelo o que tinha acontecido no ano anterior. Jogamos o torneio nacional de 2014 muito bem, saímos na frente em todas as duplas e ganhamos quase todos os jogos de simples, nos consagramos campeões nacionais em uma final dramática porque estávamos 3-0 acima no placar depois das duplas, e no final nos deparamos com um placar de somente 4-3 acima, mas o número dois do time, um francês chamado Tony fechou o confronto e estávamos consagrados! Fomos todos para cima dele e o erguemos como um troféu, andamos em volta da quadra gritando, comemorando, nos abraçando, agradecendo, alguns chorando de tanta emoção, foi incrível. Chegamos a Pensacola e fomos noticia no jornal local e homenageado no jogo de baseball do time da cidade. Na faculdade, colocaram pôsteres, celebramos com a Presidente e toda a comissão da atlética e recebemos o tão desejado anel de campeões nacionais.
A oportunidade de jogar tênis universitário me proporcionou experiências únicas e inesquecíveis, sempre abrindo portas para o crescimento.
Gosto de enfatizar sempre a importância dos estudos, especialmente para os preparatórios para SAT e TOEFL; provas obrigatórias para ingressar em uma universidade americana. Durante a faculdade, é necessário todo um esforço e empenho, dentro e fora de sala de aula, para que se obtenha sucesso em ambos aspectos (acadêmico e esportivo). Para o aluno estar apto a competir, a faculdade requer uma média mínima que, caso não alcançada, não o permite competir e, consequentemente, pode levar a perda da bolsa de estudo. Treinadores e diretores de faculdades dão ênfase ao fato de que somos student-athletes, (estudantes-atletas), ou seja, de que o estudo vem em primeiro lugar.
Com o esforço necessário os frutos serão colhidos e recompensados no futuro!

Agradeço à MC Graduation, que fez parte de toda a minha caminhada, com muito apoio e incentivo.”

 

Felipe Fratini, atleta de tênis, University of West Florida

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